Pobre Max. Pobre ser humano


Manchete na capa do "News Of The World": era necessário, isso?


Fiz uma brincadeira no post anterior, mas, agora, quero falar sério sobre o assunto:

Max Mosley, presidente da FIA, foi alvo de um escândalo sexual na Inglaterra. O jornal "News of the World" publicou imagens e um vídeo em que, supostamente, o dirigente aparece em uma orgia sexual sadomasoquista com cinco prostitutas, estas usando roupas que lembravam os prisioneiros judeus.

No vídeo Mosley bateu, falando em alemão, e também tomou cintadas e pauladas na bunda das putas. Pelo fato de seu pai ter sido amigo pessoal de Hitler e fundador de um grupo fascista na Inglaterra, os problemas do dirigente multiplicaram e todos o julgam, o criticam... Enfim, o crucificaram.

Tudo bem, tudo isso é chocante e tal. E por isso que ele, quando fazia, era escondido. Mosley foi bem panaca ao cair na arapuca, que creio ter sido armado pelo jornal, um tablóide de quinta categoria. No entanto, não vou criticá-lo.

Vou discutir aqui sobre a ética. Vem, cá: o que o "News Of The World" tem a ver com o fato de Mosley ser um tarado sadomasoquista? Isso é a vida dele, é problema dele. O cara construiu uma reputação que já vem de trinta anos; transformou, junto com Bernie Ecclestone, a F-1 em um negócio multi-milionário, e, agora, será conhecido como "o velho que gostava de bater e apanhar de putas fantasiadas de judias".

Tudo bem que a fita pode ter sido entregue por uma dessas mulheres da vida ao jornal, que se viu com uma bomba na mão e não tinha como deixar de fora da primeira página, mas, em uma capa, conseguiram, se bobear, acabar com a vida de Mosley. Ele pode perder o cargo, muito dinheiro e a esposa. A moral, essa, já foi para o saco.

Aí te pergunto: que culpa Mosley tem? Ele não foi preso, não prejudicou ninguém, pagou por aquele "serviço" e, além de tudo o que aconteceu, teve de ver a bunda dele na capa de um jornal, com uma bandeira quadriculada cobrindo suas partes íntimas. E a ética que o jornal exige de Mosley, cadê ela na hora de imprimir a primeira página?

A sociedade é muito engraçada. Todos apontam o dedo para Mosley, mas tenho certeza que muitas dessas pessoas fazem coisas escondidas para não terem os dedos que apontam virados para elas. Muitas dessas estão entre nós, ou até somos nós. A sociedade é falsa e dá nojo.

E é nessas horas que eu acho o ser humano um grande babaca. Ele destrói o mundo (sabendo disso), se mata por assuntos imbecis, não sabe nem de onde vem, nem para onde vai, não tem moral nenhuma, e ainda cria regras sobre como agir. É rir para não chorar.

P.S.: E se não for ele? É de se pensar...

Escrito por Bruno Vicaria às 18h45
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Frase da semana

"Ele fez com as prostitutas o mesmo que já tinha feito com as equipes garagistas, só isso"

Jornalista experiente, que já cobriu F-1, cujo nome será protegido por questões de segurança, haha!


Aliás, Fabio Oliveira já me ligou, querendo se pronunciar sobre o caso. Segundo ele, o Canal 2 de Santos já prepara um jogral sobre o assunto.

E não pára por aí:

Jornalista brasileiro, ex-membro da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), afirma que Mosley tinha trejeitos masoquistas.

"Esse gringo nunca me enganou", afirmou o contemporâneo do inglês. Max, aliás, tinha preferência por pessoas baixas, fato comprovado por Bernie Ecclestone, chefão da F-1. Com esta frase, acabo de revelar um dos periodistas ocultos...

Escrito por Bruno Vicaria às 10h06
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Belo achado

Achei este vídeo fuçando no site da Globo: Ayrton Senna embarcando para a Europa no início de 1985, após se recuperar de uma paralisia facial. Reparem que apenas a parte esquerda do rosto dele se movimenta.



Escrito por Bruno Vicaria às 18h30
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Podiam fazer uma dessas por aqui...

Eu li essa indicação na parte de comentários do Blog do Capelli e achei sensacional. Los Quemagomas é uma animação da Telecinco muito bem humorada, que fala da disputa na F-1, mas, claro, focada em Fernando Alonso.

Existem dois capítulos: Austrália e Malásia, que seguem abaixo:


Malásia


Austrália

Escrito por Bruno Vicaria às 08h21
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Boxe ou F-1?



"Eu apanhei do James Hunt", falou o gordinho aos tablóides ingleses do dia seguinte...

Escrito por Bruno Vicaria às 19h51
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25 de março - Dia nacional do deselegante

Ele não quis falar. Ficou quietinho para não ter de levar ovo e farinha na cabeça. Sim, Fabio Oliveira fez aniversário na terça-feira e atingiu a marca dos 40. "F.... e mal-pago", disse o santista, em seu dialeto local.

E nascer em 25 de março é a comprovação de que ele é mais fajuto que uma nota de 500 reais. "Moroporramalandro, fiquei esperando tu me zoar na Laje e você só falou do velho... Deselegante", chorou nosso rotundo colunista, que apagou quarenta velas exatas em seu esconderijo no Gonzaga. "Mas se tu me zoar, te arrebento em Interlagos", completou. Em português, ele quis dizer: "Me zoa que eu gosto".

Por isso, vamos reviver um momento marcante na vida deste fotógrafo rock and roll hardcore: o dia em que ele encantou multidões com sua voz totalmente desafinada, que rendeu até release em sites como "Babado", "Buxixo", "Bundas" e afins...



Fabião Oliveira troca as pistas pelos palcos

O sorumbático foto repórter da baixada diversificou seu poder de comunicação e investiu na abertura da Galeteria Mirandona, novo point farofeiro da área metropolitana de Visconde de Mauá, Mauá e adjacências.

Para entreter os fãs ardorosos do espetinho de galeturu (cruzamento de pintinhos de feira com urubu), ele se realiza fazendo shows como cover de Roberta Miranda.

Foto: Bruno Terena
Texto: Wagner Gonzalez

(Release postado em 5/2/2007)


Escrito por Bruno Vicaria às 17h29
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Deselegante - peso duplo

Marcelo Eduardo Braga resolveu fazer uma mudança na forma de cobrir a Stock Car V8. Nosso querido assessor, que odeia credenciais e, principalmente, os chatos da Sala de Imprensa que comemoram seu aniversário a cada etapa, resolveu mudar seu escritório de local nos autódromos, como a foto abaixo prova.



Claro que Fabio Oliveira não podia deixar de opinar sobre o assunto:

"Mermão, essa sim foi deselegante. Também pudera, pra aguentar esse monte de pélasaco que aparece na Sala de Imprensa tem de ser rock and roll hardcore na veia. Moroporramalandro, eu queria era ver um monte de gente no lugar dele ali em cima e ficar no chão com um trezoitão na mão. Ah... Aí, sim, viu!"

Escrito por Bruno Vicaria às 10h04
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Sete décadas...

Hoje, 25 de março, Fritz D'Orey comemora 70 anos de vida. Ele disputou três GPs em 1959, pela Scuderia Centro Sud, equipe norte-americana.



Para ele, muita paz e saúde.

Escrito por Bruno Vicaria às 13h18
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Depois dessa...

... Eu vou dormir. Chega de montagens.



Escrito por Bruno Vicaria às 15h41
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Showman

Não me incomodo em dizer novamente, mesmo sem disputar as primeiras posições e possuir um carro bom, Fernando Alonso é o dono do espetáculo na F-1.

Hoje, ele protagonizou outro momento fantástico: a disputa com Nick Heidfeld e David Coulthard na última curva e o duelo roda a roda com o escocês na reta seguinte.

Confesso que, quando Alonso e Coulthard quase se tocaram, meu coração foi parar na boca! Vejam o vídeo desta disputa sensacional:



Não foi de arrepiar? Dá-lhe Alonso! El Matador!

A FIA não me pega, lero-lero!

E a disputa acima me lembrou esta, abaixo:



Escrito por Bruno Vicaria às 12h25
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Plantão da madrugada



Todo mundo reclama do F-1 Challenge 99-02, mas descobri um derivado dele simplesmente maravilhoso.

É o Champ Car Challenge, que contém as temporadas de 2000 a 2005 da categoria, uma da F-Atlantic, uma do campeonato de turismo Toyota, e uma especial, com carros históricos, com direito à Newman-Haas de Nigel Mansell.

O game é bom, mas peca em algumas partes, claro. Na parte dos históricos, por exemplo, falta carro. Especialmente a Penske do Emerson Fittipaldi. E das poucas pistas, Elkhart Lake não roda.

Mas vale a pena. Para matar a saudade! Segue os links:


http://www.gamershell.com/download_11469.shtml - parte 1

http://www.gamershell.com/download_11470.shtml - parte 2

http://www.gamershell.com/download_11471.shtml - parte 3

Descarreguem tudo numa pasta e zás!



Escrito por Bruno Vicaria às 02h26
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Senna, 48

Se estivesse vivo, Ayrton Senna completaria 48 primaveras nesta sexta-feira. Como todos já sabem, fui fascinado pelo piloto quando era pequeno. Agora, mais velho, sigo admirando-o, mas o Ayrton Senna piloto, não o Ayrton Senna pessoa ou o Ayrton Senna mito, que muitos exaltam, mas poucos conheceram.

Como homenagem, posto um texto que escrevi para o Alexander Grünwald sobre o primeiro livro que tive (e que não foi o anuário), uma biografia do brasileiro, há cerca de 16 anos. O livro está aqui até hoje, guardadinho. A história segue:

A Face do Gênio

Quando tinha entre oito e nove anos, em 1992, já estava cansado de ler os fascículos da "Grid", aquela edição especial da "Placar" publicada logo após as corridas com um pôster enorme, do ano de 1988. Estes fascículos um coleguinha de escola deixou comigo e nunca mais cobrou. Ainda bem!

Passeando um dia com meu pai no shopping (acredito que foi ele), vi um livro que me deixou vidrado desde o começo. Ele se chamava "Ayrton Senna - A Face do Gênio", de um autor inglês, chamado Christopher Hilton, cuja foto da capa era o piloto dentro do cockpit, com seu capacete amarelo na cabeça, a viseira aberta e aquele olhar de coitado que ele sempre fez.

Era tão vidrado que, naquela época (e até hoje) sabia diferenciar qual ano era o dessas fotos de perfil pelo estilo do adesivo da Marlboro no topo do capacete. Coisa de retardado. Não sei o que se passou na cabeça do meu pai, mas acabei levando esse livro para casa. Ainda bem!

O livro era uma biografia que ia até o fim do ano de 91. O autor conta em detalhes sobre seu início no kart, a passagem pelas F-Ford 1.600, 2000, a rivalidade com Martin Brundle na F-3 Inglesa e sua passagem na F-1 até o tricampeonato mundial. Em todos seus detalhes.

Como não podia deixar de ser, me deliciei com o livro. Até o penúltimo capítulo. Quando chegou o último, me deu aquela sensação de que estava acabando e fiz uma coisa que sustentei durante muito tempo: deixei de ler o último capítulo, "A Galeria da Fama", guardando-o para ler anos depois, sem data estabelecida.

Li e reli este livro inúmeras vezes, sempre deixando de ler o capítulo final, coisa que fiz, se não me engano em 2001, relembrando o momento em que decidi deixar esta parte do livro guardada para curtir no futuro.

Além disso, outra coisa importante me marcou com este livro. No fim dele, em um capítulo adicional, há todas as estatísticas dele até 1991. Logo após a morte do Senna, em 1994, peguei uma caneta e escrevi no fim dessas estatísticas:

"1994, GP de San Marino, Ímola, Pole, morte"

Junto com os fascículos da "Grid" e as fitas da F-1 narradas por Reginaldo Leme, este livro forma a base de tudo o que aconteceu depois disso para mim. Por isso dou extrema importância a ele e não troco ele, todo remendado, por uma edição nova nem a pau!


Escrito por Bruno Vicaria às 21h25
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Deselegante

Eis que chega em nossas mãos, enviadas por um passarinho narigudo, esta imagem e o relato abaixo. O personagem, vocês sabem quem são: Nei Tessari:



"Meu sonho era ser um NSync. Hoje sou um NeiSync. Aliás, sou fã do Justin Timberlake, acho ele bem gostoso. Sempre que dá (ui), procuro me vestir igual à ele. Ele é demais, assim como os outros!", comentou Nei, todo pimpão, após chegar de sua viagem aos Estados Unidos.

Com a palavra, Fábio Oliveira:

"Ahhhhh... Esse Nei Tessari tá afim de dar ré no kibe, moroporramermão... Quando ver ele pela frente, vou sacudir o coreto dele. Se bem que não, vai que ele gosta... Moroporra, se esse cara vier pra Santos, que não passe pelo Canal 2, senão ele será escurraçado. Aqui é rock and roll hardcore, moroporramalandro. A galera é deselegante... Mas eu gosto dele, mesmo assim, moroporramermão, sempre dá uma força. Uma força, só. Tá me estranhando?"

Escrito por Bruno Vicaria às 18h34
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E não é que eu me arrependo?

O show do Kiss em Melbourne teve dois fatores históricos: o primeiro, por ser uma apresentação em conjunto com o GP da Austrália de F-1, o que já é demais.

O segundo, e mais importante: esta data se tornou histórica na história da banda por ser a primeira vez que o atual guitarrista, Tommy Thayer, cantou a música "Shock Me", composta pelo membro original, Ace Frehley (de quem Tommy usa a maquiagem) e nunca interpretada por outra pessoa.

O vídeo (viva o Youtube) está logo abaixo. E, de quebra, Thayer arrebenta no solo. Confiram, vale a pena!



Escrito por Bruno Vicaria às 21h31
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Parece mas não é?

O amigo Rodrigo Garcia levanta uma questão muito interessante: as cores do capacete do Villeneuve têm a ver com a cor da blusa de sua mãe na foto abaixo? Tirem suas conclusões!


Reparem na blusa vestida pela digníssima Sra. Villeneuve (e não na careta dela)...


... E vejam as cores do capacete do piloto. Não seria coincidência demais isso acontecer?


Escrito por Bruno Vicaria às 13h48
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Para os hereges de plantão

Você, que é do mal, rock and roll hardcore, e sempre quis ser Satã para descer o sarrafo em todos os personagens bíblicos, aqui está sua salvação, o Bible Fight.



Este jogo de gosto duvidoso, mas divertido, foi criado pelos desmiolados do Adult Swim, que possuem um espaço toda madrugada no Cartoon Network. Ele é divertido por ser estilo Street Fighter.

Você pode escolher Jesus, Eva, Maria, Moisés, Noé, Satã, além de um personagem oculto. Os encontros sagrados podem acontecer em vários lugares, entre eles os Jardins do Éden, a Arca de Noé e, claro, o céu e o inferno. Tudo ao som de cantos gregorianos.


Cena de introdução do jogo


Detalhe da cena de seleção de jogadores


Detalhe da cena de escolha de cenários


Veja o estilo do jogo: um Street Fighter com gráficos estilo Alladin, da Disney


Ainda bem que o jogo é só uma ficção...

Dica da Heliana Lopes


Escrito por Bruno Vicaria às 13h50
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Tá na mão!



Uma coisa é certa: farei companhia à milhares de donas de casa que gostam do Rod Stewart "cantor de canções de Natal", como disse uma amiga minha. Por mim, tudo bem, ele pode até cantar seus american songbooks, mas ter de aguentar um Nando Reis antes será complicado...

Já o Ozzy calhou dos ingressos para estudantes já terem esgotado e o show acontecer no mesmo dia do aniversário do meu pai. Como os dois shows serão no mesmo fim de semana do GP do Bahrein, no mesmo estádio, (Parque Antartica, com Rod na sexta e Ozzy, no sábado), não será desta vez que verei o velho Osbourne ao vivo. Talvez nunca. Vai saber...

Escrito por Bruno Vicaria às 12h53
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Sinta-se em Melbourne...

... vendo a largada, filmada da arquibancada em frente aos boxes. Se fosse em Interlagos, diria para a pessoa que filmou: "Você escolheu o pior lugar para ficar. Vai ver largada e pit-stops. Só". Mas, como é a pista da Austrália, eu falaria: "Que do caralho!"



Sessão videozinho (só clicar no negrito):

- Fernando Alonso tira sarro da McLaren na entrevista pós-corrida, ao comentar sobre sua disputa com Kovalainen: "Outro que apertou o limitador"
- Resumo da primeira etapa, retirado de alguma emissora espanhola.

Escrito por Bruno Vicaria às 18h28
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Que coisa...

Não sou muito de escrever colunas, nem muita coisa de F-1 por aqui. Só que, como uns amigos me chamaram para fazer uma coluna no site deles, vou reproduzir ela aqui. Mas não pensem que vou escrever pontualmente toda segunda-feira, não...

Vamos ver se tenho jeito para fazer colunas. Quero a avaliação de vocês, hein?



GP da Austrália, uma prova atípica. Infelizmente

Reprodução/AFP


Todo mundo que viu o GP da Austrália, adorou. Foi pancada de lá, batida daqui, disputas no fim da prova... Mas não se iludam: isso não vai acontecer em todas as corridas.

Rolou no domingo por causa do circuito ser Melbourne. E, quer saber, já sei onde isso acontecerá de novo: em Montreal, no Canadá. Ambos têm características parecidas: são pistas usadas uma vez por ano, que não nasceram circuitos, se tornaram, possuem muros pertos e ondulações no asfalto.

Quer uma estatística nada animadora? Nas primeiras 25 voltas, até, exatamente, o acidente de Felipe Massa e David Coulthard, apenas dois dos 17 pilotos na pista disputavam posição: Rubens Barrichello e Kimi Raikkonen, pelo sétimo lugar.

À frente deles, de interessante, a perseguição de Nick Heidfeld a Nico Rosberg. Atrás, pouco depois, uma disputa tripla entre Sébastien Bourdais, Timo Glock e Adrian Sutil.

E, para completar minha tese, digo que as disputas só aconteceram por causa das três intervenções do safety car. Por isso a belíssima disputa tripla entre Fernando Alonso, Heikki Kovalainen e Kimi Raikkonen, reduzida a duas com a quebra do atual campeão mundial.

Se a corrida na Malásia for um grande tédio (o que torço para não acontecer), não vá dizer que não avisei...

- Lewis Hamilton foi impecável no sábado e no domingo. Liderou com tranqüilidade desde o começo e teve a corrida na mão o tempo todo, mesmo com as entradas do safety car. Certamente, é a primeira vitória
de muitas.

- Lewis Hamilton venceu, mas Fernando Alonso foi o nome da corrida. Ultrapassou, de uma vez, Kovalainen e Raikkonen, repetiu a dose quando Kovalainen apertou o botão errado. Andou de lado, levantou poeira, bateu roda. E provou que é o melhor piloto da categoria.

- Rubens Barrichello só não leva nota dez por ter deixado os boxes com a saída fechada. De resto, foi impecável, dentro das limitações do carro. Tomara que não seja um lampejo, pois ele merece mais do que vem recebendo.

- Justamente a pessoa que chamou a atenção para problemas na largada errou... na largada! Felipe Massa deu motor muito cedo e foi direto aos pneus. A batida com David Coulthard também poderia ter sido evitada. Resumindo: começou mal. Sorte dele que Kimi Raikkonen também errou bastante.

- Depois de muito azar nos treinos, Nelsinho Piquet procurou andar na dele, mas não escapou da confusão da largada, que danificou seu carro e o fez abandonar depois de 31 voltas. Sofreu todo o fim de semana, mas, pelo menos, tem o apoio da equipe.

- Corrida segura de Sebastien Bourdais, madura, que faz jus a seu currículo de tetracampeão da Champ Car e campeão da F-3000. Não cometeu erros e segurou muito bem Alonso, Kovalainen e Raikkonen no fim. Mas o carro não agüentou, uma pena.

Escrito por Bruno Vicaria às 13h05
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