Para se ter uma ideia do frisson que MJ causava nas pessoas, é só assistir aos dois primeiros minutos e meio deste vídeo. Não é preciso dizer nada _nem ele dirá. Esta é só uma prova de como MJ causava um profundo impacto em quem o assistia _e de que, realmente, ele não poderia sair na rua de jeito nenhum.
50 mil pessoas, no mínimo, gritando durante dois minutos para um cara parado e em silêncio. É de arrepiar. Não sei se isso é capaz de acontecer de novo. RIP.
A tríplice coroa dos Michaels perdeu uma estrela, ontem; agora, restam o Schumacher e o Jordan.
A minha geração, aliás, foi a geração dos Michaels.
Nasci vendo o Jackson rodando, dançando, andando para trás e bombando no ar com a mão no saco _sem contar o filme que passava todo ano no SBT_; cresci vendo o Jordan dar enterradas com as pernas abertas e a língua de fora, e vi o Schumacher quebrar todos os recordes do automobilismo mundial.
Um branco, um negro e um meio termo, com todo o respeito. Três gênios imortais, cada um à sua maneira. Mas, dos três, apenas um não conseguiu lidar com isso.
Jackson saboreou o sucesso precoce, que acabou se mostrando fatal a médio prazo. Assumiu responsabilidade de gente grande aos nove anos de idade; apanhava do pai e era ridicularizado, chamado de feio, que tinha o nariz horroroso. Assim que teve dinheiro, passou a tentar mudar tudo isso.
Teve fama, sucesso e dinheiro (merecidamente), mas não conseguia sair de casa para tomar um sorvete e ir ao cinema e não conseguiu lidar com isso; sofreu traumas quando criança, se envolveu em escândalos e mudou a cor da pele, como todos já sabem.
No fundo, ele passou o tempo todo querendo se esconder de si.
A mídia, implacável, apenas virava os holofotes para os escândalos, sem se preocuparem com a pessoa Michael Jackson. Agora, o transformam de Rei do Pop em Deus.
Tenham paciência: até o fim da semana, tudo no mundo vai girar em torno de Michael Jackson. Até a última pá de terra cair sobre seu caixão; ou até um novo assunto que dê mais audiência aparecer.
Sérgio Mallandro, antes palhaço, agora é humorista e se aventura na febre recente do humor brasileiro, o stand up. O legal deste quadro é que ele faz uma paródia dele mesmo. Apesar de não ser improvisado, ficou divertido. Afinal, tudo não passa de uma pegadinha!
Luiz Carlos Prestes poderia ser chamado de "um velho ranzinza", se não fosse comentarista da RBS SC, a filial catarinense da Globo. No chamado "Jornal do Almoço" do dia 20/4, ele se revoltou contra o escândalo das passagens aéreas dos deputados, e fez um discurso inflamado que rendeu, até o momento, 1.125.796 acessos.
Veja o video:
Vi outros vídeos dele e notei que a revolta foi apenas momentânea. Ele devia ser assim sempre. Imagine ver isso almoçando. Não vai dar pra almoçar direito.